A prevenção das demências é uma pauta urgente de saúde pública. O Ministério da Saúde, por meio do Relatório Nacional sobre a Demência, estabeleceu 14 fatores de risco modificáveis que, se combatidos, podem proteger a saúde do cérebro ao longo da vida. Abaixo, detalhamos cada uma dessas prioridades:
1. Baixa Escolaridade
O acesso à educação de qualidade na infância e a conclusão, no mínimo, do ensino médio, são fundamentais para construir a reserva cognitiva que protege o cérebro.
2. Perda Visual
Em pessoas idosas, a perda da visão está associada ao desenvolvimento de demência. O controle de doenças como hipertensão e diabetes ajuda a proteger a saúde ocular.
3. Depressão
Pode ser tanto um fator de risco quanto uma manifestação inicial da demência. Sintomas como apatia e falta de prazer exigem diagnóstico e tratamento profissional.
4. Inatividade Física
A recomendação é de pelo menos 150 minutos de atividades moderadas ou 75 minutos de atividades intensas por semana. A prática ajuda a manter a autonomia e a força muscular.
5. Hipertensão Arterial
A pressão alta mal controlada provoca lesões nos vasos sanguíneos cerebrais. O acompanhamento regular e o uso correto de medicamentos são essenciais.
6. Diabetes
Níveis descontrolados de açúcar no sangue ao longo do tempo aumentam o risco de danos cerebrais. Previne-se com alimentação saudável e atividade física.
7. Obesidade
Além de predispor à hipertensão e ao diabetes, a obesidade é um fator de risco direto para a demência. O tratamento envolve mudança de hábitos e acompanhamento médico.
8. Perda Auditiva
Mesmo quando começa na vida adulta, a diminuição da audição aumenta o risco. É fundamental evitar ruídos intensos e usar aparelhos auditivos quando indicados.
9. Traumatismo Craniano
Impactos repetidos na cabeça, comuns em esportes de contato ou quedas, são perigosos. O uso de capacetes e equipamentos de proteção é obrigatório para a prevenção.
10. Poluição do Ar
A exposição prolongada a poluentes afeta a saúde cerebral. Reduzir a poluição é uma responsabilidade compartilhada entre sociedade, indústrias e governos.
11. Colesterol Alto
Níveis elevados de “colesterol ruim” na vida adulta prejudicam o funcionamento do organismo. Recomenda-se evitar alimentos ultraprocessados e preferir alimentos in natura.
12. Tabagismo
Fumar é um risco em qualquer idade. Unidades Básicas de Saúde (UBS) oferecem apoio psicoterapêutico e medicamentos para quem deseja parar.
13. Abuso de Álcool
O consumo exagerado, mesmo que ocasional, interfere no metabolismo cerebral. Quanto menor o consumo, menores as chances de desenvolver demência no futuro.
14. Isolamento Social
A convivência e atividades sociais fortalecem as conexões neurais. Participar de grupos na Atenção Primária à Saúde (APS) é uma forma eficaz de manter vínculos.
Referência
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Primária à Saúde.
Departamento de Gestão do Cuidado Integral.
Relatório nacional sobre a demência: epidemiologia, (re)conhecimento e projeções futuras.
Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2024.

